Daily Archives: September 30, 2006
(Sem título) (20.06.2005)
Peso do corpo na cadeira: morto; Olhos, só marcas na madeira: farsa; Dentro, de fato, verdadeira: falso.
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J. Cortázar: “O Jogo da Amarelinha” (I)
“( … ) já não há diálogo ou encontro com o leitor, há somente esperança de um certo diálogo com um certo e remoto leitor.” “( … ) as ordens estéticas são mais um espelho do que uma passagem para … Continue reading
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( ) (20.12.2005)
No tempo que separa o relâmpago que pisca com seu olho fractal da propagação mecânica do estrondo reverberante do trovão, faz-se um filho, uma porta bate, nuvens dissipam-se pirotécnicas no céu da China e uma moça prendada arruma meticulosamente uma … Continue reading
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Carta nunca enviada (02.10.2005)
Lúcio, meu cais, me desculpe desde já. Nunca te disse como é difícil pra mim escrever pra você, mas acho que você sabe disso, eu nunca consegui esconder. É por isso que as cartas só vêm de vez em quando, … Continue reading
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Construção (26.04.2003)
Agora está tudo silencioso. Antes, havia algazarra e balbúrdia desesperadas; antes ainda, havia aquele burburinho comum às aglomerações humanas, independentemente do estado de espírito dos indivíduos. Um burburinho agitado – pode-se até dizer, quem sabe, alegre. Uma multidão tão heterogênea … Continue reading