Monthly Archives: September 2006

(Sem título) (20.06.2005)

Peso do corpo na cadeira: morto; Olhos, só marcas na madeira: farsa; Dentro, de fato, verdadeira: falso.

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J. Cortázar: “O Jogo da Amarelinha” (I)

“( … ) já não há diálogo ou encontro com o leitor, há somente esperança de um certo diálogo com um certo e remoto leitor.” “( … ) as ordens estéticas são mais um espelho do que uma passagem para … Continue reading

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( ) (20.12.2005)

No tempo que separa o relâmpago que pisca com seu olho fractal da propagação mecânica do estrondo reverberante do trovão, faz-se um filho, uma porta bate, nuvens dissipam-se pirotécnicas no céu da China e uma moça prendada arruma meticulosamente uma … Continue reading

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Carta nunca enviada (02.10.2005)

Lúcio, meu cais, me desculpe desde já. Nunca te disse como é difícil pra mim escrever pra você, mas acho que você sabe disso, eu nunca consegui esconder. É por isso que as cartas só vêm de vez em quando, … Continue reading

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Construção (26.04.2003)

Agora está tudo silencioso. Antes, havia algazarra e balbúrdia desesperadas; antes ainda, havia aquele burburinho comum às aglomerações humanas, independentemente do estado de espírito dos indivíduos. Um burburinho agitado – pode-se até dizer, quem sabe, alegre. Uma multidão tão heterogênea … Continue reading

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L. Pirandello: “O Falecido Mattia Pascal”

“Li, assim, um pouco de tudo, desordenadamente; mas, especialmente, livros de filosofia. São muito pesados; entretanto, quem deles se alimenta, imbuindo-se em seu conteúdo, vive nas nuvens. Desarranjaram ainda mais meu cérebro, já por si extravagante. Quando ficava com a … Continue reading

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O Garoto Sem Nome (20.07.2003)

Nunca estudara – rimava pelo simples fascínio da linguagem. Ninguém nunca lhe ensinara a sentir – e, no entanto, cada detalhe da existência lhe proporcinava as mais diversas sensações – todas elas invariavelmente explosivas, livres do cunho moralizador que a … Continue reading

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Carne Crua (04.01.2005)

Os sapatos de couro iam se encharcando enquanto ele pisava nas poças das ruas do centro da cidade, aquele amálgama de construções históricas e arranha-céus passava zunindo pelos seus ouvidos. Pelo meio da rua, ele corria pelo meio da rua; … Continue reading

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O Último Suicídio (A Fórmula) (22.06.2005)

Certo dia, um homem, que descia uma rua com um jornal debaixo do braço e uns pensamentos suicidas, morreu subitamente e sem grandes alardes após uma súbita contração muscular. Feita a autópsia, descobriu-se que a causa mortis fora um golpe … Continue reading

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A Sala Escura (agosto de 2006)

Prólogo Viviam homens dentro de uma sala escura. No momento em que da sua relação com a sala – deitavam-se no chão, apalpavam as paredes, sentiam-lhe o cheiro, ouviam-lhe os sons… – emergiu o Verbo, a sala subitamente se iluminou … Continue reading

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